O advogado trabalhista, tradicionalmente visto como defensor intransigente dos direitos de seus clientes, está vivenciando uma transformação em seu papel. A crescente demanda por soluções mais céleres e eficazes para as disputas trabalhistas tem impulsionado a busca por métodos alternativos de resolução de conflitos, como a conciliação e a mediação.

A evolução do papel do advogado trabalhista

A Constituição Federal, em seu artigo 133, já reconhece a indispensabilidade do advogado à administração da justiça. O Estatuto da OAB e o Código de Ética da OAB reforçam essa ideia, atribuindo ao advogado um papel fundamental na defesa dos direitos individuais e coletivos. No entanto, o novo cenário jurídico exige que o advogado trabalhista vá além da mera defesa em juízo.

A importância da conciliação e da mediação

A conciliação e a mediação surgem como ferramentas poderosas para a resolução de conflitos trabalhistas, proporcionando diversas vantagens, como:

  • Celeridade: A resolução dos conflitos ocorre de forma mais rápida, evitando longas e custosas demandas judiciais.
  • Flexibilidade: As partes têm maior autonomia para construir soluções personalizadas e que atendam aos seus interesses específicos.
  • Preservação dos relacionamentos: A busca por um acordo consensual pode preservar o relacionamento entre as partes, evitando desgastes e futuros conflitos.

O papel do advogado trabalhista na conciliação e mediação

O advogado trabalhista desempenha um papel crucial nesse contexto. Ele é responsável por:

  • Orientar o cliente: O advogado deve esclarecer ao cliente sobre os benefícios da conciliação e da mediação, auxiliando-o a tomar decisões estratégicas.
  • Preparar para a negociação: É fundamental que o advogado prepare o cliente para a negociação, apresentando os argumentos jurídicos e as melhores estratégias para alcançar um acordo vantajoso.
  • Atuar como mediador: Em alguns casos, o advogado pode atuar como mediador, facilitando o diálogo entre as partes e auxiliando-as a encontrar um ponto em comum.
  • Redigir acordos: O advogado é responsável por elaborar os termos do acordo, garantindo que os direitos do cliente estejam devidamente protegidos.

A mudança de paradigma

A conciliação e a mediação exigem do advogado uma nova postura. É preciso abandonar a visão adversarial e adotar uma abordagem mais colaborativa e construtiva. O advogado deve ser capaz de:

  • Negociar: Desenvolver habilidades de negociação para encontrar soluções que satisfaçam os interesses de ambas as partes.
  • Comunicar: Estabelecer uma comunicação eficaz com o cliente e com a outra parte, buscando construir um ambiente de confiança e respeito.
  • Ser proativo: Antecipar os possíveis conflitos e buscar soluções preventivas.

Enfim, o advogado trabalhista do futuro é aquele que, além de dominar o direito do trabalho, possui habilidades de negociação, comunicação e mediação. Ao estimular a conciliação e a mediação, o advogado contribui para a desburocratização da justiça do trabalho e para a construção de relações mais justas e equitativas.

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